Falha zero-day em celulares Galaxy permitiu ataque de spyware Landfall

Pesquisadores da Unit 42, divisão de cibersegurança da Palo Alto Networks, expuseram uma operação de espionagem que comprometeu aparelhos da linha Samsung Galaxy durante quase um ano. O grupo de hackers explorou uma vulnerabilidade desconhecida no Android da fabricante sul-coreana, classificada como falha zero-day e registrada como CVE-2025-21042.

Identificado em julho de 2024, o spyware — batizado de Landfall — disparava a infecção por meio do envio de uma imagem maliciosa, geralmente compartilhada em aplicativos de mensagens. O arquivo era suficiente para abrir caminho para o invasor, dispensando qualquer ação do usuário.

Alvos e alcance da campanha

De acordo com o relatório, o ataque foi direcionado a um número limitado de pessoas, com foco em países do Oriente Médio, como Marrocos, Irã, Iraque e Turquia. Um dos endereços IP associados ao malware chegou a ser rotulado como malicioso pela Equipe Nacional de Resposta Cibernética da Turquia (USOM), reforçando a presença de vítimas turcas na lista.

Modelos afetados e correção

A análise de código revelou menções específicas aos modelos Galaxy S22, S23, S24 e a alguns dispositivos da série Z. Especialistas, contudo, acreditam que outros aparelhos rodando Android 13, 14 e 15 também podem ter sido comprometidos. A Samsung liberou a correção para a falha em abril de 2025.

Capacidades de espionagem

Uma vez instalado, o Landfall tinha ampla permissão de acesso, podendo coletar fotos, mensagens, contatos e registros de chamadas, além de acionar o microfone e rastrear a localização da vítima.

Possível ligação a grupo conhecido

Os pesquisadores notaram semelhanças entre a infraestrutura usada pelo Landfall e a empregada pelo grupo Stealth Falcon, associado a ataques contra jornalistas e ativistas nos Emirados Árabes Unidos. Apesar da coincidência, não há provas suficientes para atribuir a campanha a um governo ou fornecedor específico de ferramentas de vigilância.

Segundo o pesquisador sênior Itay Cohen, o caso caracterizou um “ataque de precisão contra indivíduos determinados”, diferindo de campanhas de malware em larga escala.

Com informações de Tecnoblog

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